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TEIXEIRA DE FREITAS BA: Coeficiente eleitoral: um cálculo nada democrático

MICO NANA PRODUÇÕES | 12:45 | 0 COMENTARIOS


Coeficiente eleitoral é um cálculo aplicado ao número de votos válidos para definir quais os candidatos ocuparão os cargos do legislativo. Segundo este coeficiente, os votos pertencem ao partido, e não ao candidato.
Tentando explicar, vamos a um exemplo.
Imaginemos uma cidade com 100.000 eleitores para 10 vagas de vereador. Neste caso, são necessários 10.000 votos para eleger um vereador.
Agora suponhamos que existam três partidos disputando as eleições na cidade (por partido, entendamos também as coligações de partidos) o partido A,  B e  C. Finalmente, para completar o quadro do exemplo, somados os votos de todos os candidatos do PA, foram apurados 40.000 votos, para o PB 30.000 e para o PC 30.000. Sendo assim, o PA tem direito a 4 vagas na câmara, o PB 3 vagas e o PC 3 vagas, que serão dadas aos mais votados do partido.
Agora começa a mágica. No PA o mais votado teve 3.000 votos, e ocupara a primeira das 4 vagas que o partido conquistou, mas o quarto mais votado do PB, que teve 5.000 votos não será eleito, porque o partido só é “donode 3 vagas. Incrível não é? Esta lei possibilita que o mais votado fique de fora e o menos popular seja eleito, e os partidos políticos administram bem isto. Já dá para imaginar porque ninguém se esforça para divulgar esta aberração legal para a população.
Agora você entende como é que corruptos notórios estão sempre sendo reeleitos, se quase ninguém vota neles. É simples, eles têm a sua panelinha de sanguessugas que estão sempre pegando um carguinho aqui e acolá, e que votam sempre neles para poder garantir a mamata, isto garante que eles sejam os mais votados no partido. Então começam a recrutar alguns laranjinhas, dentre os quais nem sempre são gente ruim, mas na maioria desinformados, tais como líderes de comunidades, de favelas, professores, associações e outras pessoas populares, que por serem bem intencionadas, gozam de popularidade e credibilidade das pessoas ao seu redor. A maioria consegue angariar 200, 300, e até 1.000 votos, não mais que isso, mas serve para formar volume. Ensinam a eles a difundir a ideia: “-Votem com o coração, em quem você acredita que merece, mesmo que você não acredite que ele possa ser eleito.” E quanto a contestação de que aquele corrupto faz parte do mesmo partido, eles têm a resposta na ponta da língua: “-Sempre terá uma maçã podre, mas eu estou entrando é para sanear isto.”
Se você não tem conhecimento destes cálculos malucos, até acredita e vota no seu amigo, sem saber que o seu voto beneficiará justamente quem você acha que não merece.
Pois é, caro leitor, saber votar não é só escolher um bom candidato, é saber escolher um bom candidato em um bom partido.
No Brasil não temos a cultura de observar a ideologia dos partidos, encaramos tudo apenas como uma legenda ou um rótulo, sem interferência nos resultados, quando na verdade deveríamos observar quais as propostas, as posturas, as tendências, ou seja, a ideologia dos partidos, ou corremos o risco de continuar elegendo, sem saber como, corruptos cujo mal caráter é do conhecimento de todos.
Em algumas cidades do extremo sul como Alcobaça, Caravelas, Mucuri e Teixeira de Freitas aconteceram esse jogo sujo do coeficiente, vejamos alguns exemplos:
Teixeira de Freitas: os exemplos mais prolixos foram os vereadores eleitos como: Milton Resende 901 votos, Miro 876, Joanilton 864, Pedrão 844, Gilberto 810 e Ariston 690. Todos eles tiveram menos votos do que dois suplentes exemplos: Bernardo Cabral 963 votos e Gel Lopes 915. Ainda tem alguns desses vereadores eleitos que conseguem ter menos votos que o candidato Genivaldo Bispo que aparece com 890 votos.
Em Alcobaça ao avaliarmos observamos que o coeficiente entra de uma maneira mais injusta:
Os vereadores eleitos nessas eleições como: Adilson Volejo 267 votos, Marcinho do Hospital 260, Almir Filho 244, Aroldo 167 e Marinalva 167 tiveram menos votos do que os suplentes: Julinho 318 votos, Bichado 285 e Zenildo Ramos 269.
A cidade de Caravelas aparece com outros exemplos: os vereadores eleitos Aldicélio 192 votos e Professor Sargento Watson 183 votos tiveram menos votos que os candidatos Marquinhos da Viola 263 votos e Rosemberg 258.
Prado também fez vítimas do coeficiente: os vereadores eleitos Paulo monte 267 votos e Robertinho 329, tiveram menos votos que os não eleitos Rogério 427 votos e Coí Cantor 325.
A vocês eleitores esse foi um estudo que fizemos das eleições 2012, então na próxima pense nisso, peça desculpas aquele seu amigo bem intencionado, mas que está coligado a um bandido, preste atenção também nas coligações, elas podem denunciar quais as reais intenções dos partidos envolvidos.
Não vote com a emoção. Estude com critério as possibilidades e vote com consciência. Afinal, não existe outro caminho para transformarmos este país num lugar sério e bom para se viver.




Por: Antônio José e Joris Bento/PORTALN3

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